Slayer – World Painted Blood (2009)
Posted on 29. out, 2009 by Luis Milanese in Resenhas

Capa do disco World Painted Blood do Slayer
O Slayer vem dando mancada e já não é de hoje. Desde o Diabolus In Musica – que eu (ao contrário da esmagadora maioria) acho um bom disco – que o Slayer não lança nada que dê vontade de ouvir.
O God Hates Us All é tão ruim que eu prefiro pensar que ele nem existe. Depois disso o Dave Lombardo voltou a comandar as baquetas da banda, e esperavam que ele fosse salvar a pátria, mas não foi bem assim. Já com Dave na bateria, lançaram o Christ Illusion, que é apenas morno. E agora o World Painted Blood e as espectativas eram altas, afinal, disponibilizaram há um tempo atrás a faixa Psychopathy Red, que é a faixa mais porrada do disco. Pobre engano quando achei que o disco seguiria esta linha do começo ao final.
A má vontade da banda ao compor este disco é nítida e clara: riffs fraquíssimos, falta de pegada, falta peso e uma levada “pseudo-Thrash genérica” fazem com que a reação no ouvinte seja quase zero. Não há nada aqui que dê vontade de agitar, nem sequer tentar acompanhar a música batendo com os pés ou as mãos na mesa, nada. Por breves momentos a banda consegue seguir um bom riff por algum tempo, mas logo depois a boa sequência é interrompida por alguma das diversas demonstrações de má vontade da banda em fazer algo realmente bom.
Quando um fiasco desses acontece, sempre há aquele comentário “é um bom disco, mas não para essa banda, que sempre lançou bons discos”, mas nesse caso não cola: o material é fraco para qualquer padrão.
Das faixas presentes no CD, podemos destacar a Unit 731 e a Hate Worldwide, que agradem pela falta de “invenção de moda” e pela velocidade e porradaria, formula quase infalível. A Snuff também é uma faixa interessante, que poderia estar no disco Divine Intervention, uma faixa que traz o velho entrosamento da dupla Kerry e Jeff.
Por outro lado, Playing With Dolls, Americon e Human Strain são absolutamente fracas. Uma mescla de experimentalismo mal feito com falta de empolgação em tornar estas músicas cativantes, resultam em três faixas de baixissima qualidade. As genéricas Not Of This God e Public Display Of Dismemberment são rápidas, com uma cara de Slayer, porém trazem riffs extremamente sem vergonhas, deixando-as com cara de “enchedoras de lingüiça”.
O ponto principal da crítica é a falta de personalidade. Ouvindo o instrumental, em muitos momentos eu não consigo identificar o Slayer, não consigo notar aquele entrosamento forte entre os guitarristas e talvez o único elemento que caracterize a banda seja os vocais do Tom Araya, que são bastante peculiares, mesmo depois de tantos anos.
- Luis Milanese:
- Esforçado
- De zero a cinco, minha nota é dois, mas dizer que este disco é esforçado não condiz muito com a realidade. Ele é mal composto, descaracterizado e frio. A capacidade do Slayer de produzir ótimos discos é incontestável, mas este CD erraram na mão.
- Kuvas:
- Esforçado
- Dois piratas no sentido de “Fraco”. Um álbum sem brilho. 2009 foi um ano lindo, lançamentos incríveis e o Slayer melou tudo. Espera-se muito mais da banda que lançou álbuns tão perfeitos nas décadas de 80 e 90. É a idade.
luciano pinguim
nov 28th, 2009
ae kuwas parabens pela empreitada, e sim o slayer ta fraco demais…
Rafael Kuvasney
nov 28th, 2009
valeu Pinguim!
O Slayer realmente sujou o ano de 2009. Um ano de grandes lançamentos.
Mário Carmo
fev 20th, 2010
Li a crítica a respeito do último cd do Slayer e fiquei muito surpreso. Comentários do tipo: riffs fraquíssimos, falta de pegada, falta de peso demonstram um forte desconhecimento do que é a essência do Slayer.
Ouço Slayer desde o primeiro vinil e concordo que houve trabalhos mais fracos da banda como o Diabolous in Musica, God Hates Us All e o próprio Divine Intervation tem músicas que não me agradam mas este último CD é a cara do Slayer. Peso, riffs poderosos, solos arrasadores e bateria de primeira estão presentes em praticamente todas as músicas.
Sinceramente é lamentável alguém dizer que há músicas absolutamente fracas nesse CD.
Você vai me desculpar, mas não manja muito do que é a essência do Slayer. Tudo o que não há nesse trabalho são os tais experimentalismos que tanto estragam a essência da banda e você disse justamente o contrário.
Discordo de tudo o que foi dito aqui, absolutamente de tudo.
Alexandre
fev 24th, 2010
Disco do caray, Slayer de verdade. Se em alguns trabalhos a banda esteve em 30º de suas características principais, nesse eles eles estão em 70º ou mais. Músicas bem construídas, solos novamente melhor elaborados e encaixados, assim como os vocais também não fazem nada que seja gratuito, na velha linha entre os anos 86 e 90, com algumas exceções claro. Pessoalmente achei bem melhor do que os trabalhos recentes do Metallica e Megadeth.