Exodus e Kreator animam a festa dos tiozões do Metal paulista
Posted on 03. nov, 2009 by Rafael Kuvasney in Resenhas, Shows
Dia 31 de outubro: se você é um simples garotinho com manias “muderrnas”, provavelmente você estava em alguma festinha de apelo americano, usando uma fantasia boba e comemorando o floclore alheio. Agora, se você passou dessa fase (ou nunca esteve nela) e prefere as travessuras aos doces, então o lugar certo para estar era no Via Funchal, para ver juntas no palco duas das bandas responsáveis pela popularidade (?) do thrash metal no mundo: Exodus e Kreator.
Exodus abre a pancadaria
Às 22h em ponto, a luz apagou, o sistema de som parou de tocar Iron Maiden e Gary Holt e seus amigos comedores de criancinhas subiram ao palco. Bonded By Blood inaugurou a pancadaria. E que pancadaria, diga-se de passagem! O público que estava lá para ver o Exodus não se conteve. A banda escolheu bem sua música de abertura, a empolgação era nítida.
Conforme o setlist ia correndo, chavões como Fabulous Disaster, Piranha, Toxic Waltz, War is My Shepherd, Children of a Worthless God e Blacklist faziam o público de 3000 pessoas (dados do próprio Mille Petrozza) enlouquecer. Rob Dukes, que muitos chamaram de “parado”, “sem graça”, “péssimo frontman” e “péssimo vocalista” fez todos enfiarem suas opiniões contrárias no rabo. Agitou o show inteiro, intimou diversos moshpits (o de Fabulous Disaster você pode conferir no vídeo abaixo), conversou com o público e se mostrou um excelente condutor do trem insano do Exodus. Gary Holt não tem nem o que falar. O cara faz acontecer em cima do palco. Convoca o público, conversa, cumprimenta, sorri e toca. Toca demais!
Para completar, fecharam o show com a Strike of the Beast e trouxeram a casa abaixo, dessa vez, sem covers de AC/DC.
O áudio, como de costume, estava meio embolado nos primeiros riffs de Bonded By Blood, mas no decorrer do show foi melhorando, se tornando um pouco mais nítido. Posso dizer isso porque estive em quase todos os pontos do Via Funchal durante o show. Desde a 3 metros do palco, no meio, no moshpit e até lá no fundão. Apenas não posso dizer com certeza como estava ao lado esquerdo da casa, mas o lado direito e central estavam aceitáveis.
Destaque para o “visu” do Gary Holt com uma camiseta do Torture Squad. Eu no lugar da banda estaria honrado. Os vários fãs do Torture Squad que estavam no show devem ter gostado.
Com um show de aproximadamente 80 minutos, conseguiram subtrair do público toda a energia existente reservada a um show de abertura. A maioria estava lá pelo Kreator, mas quem foi pelo Metal, não se decepcionou. O intervalo de aproximadamente 30 minutos entre as duas bandas veio a calhar!
Kreator
Após aproximadamente 30 minutos do final da apresentação do Exodus, chega os alemães do Kreator. Não tão agitada quanto a apresentação do Exodus, o Kreator tem uma postura mais fria e firme no palco, tipicamente alemã, e começa a apresentação com Hordes Of Chaos, música do disco novo da banda, lançado este ano.
Em aproximadamente 80 minutos, o Kreator passou por todas as fases da banda, tocando desde Flag Of Hate e Tormentor, passando por Terrible Certainty, Extreme Aggression, Betrayer e as músicas mais recentes como Enemy Of God e a Destroy What Destroys You. Acho que ninguém pode reclamar pela variedade e amplitude do setlist.
O lendário Mille Petrozza (guitarrista e vocalista) ainda conta com uma poderosa voz e muita energia, mas acaba falando um pouco além do que deveria, com todo seu discurso pró-metal já bem batido, o que incomodou alguns fãs, que preferem mais pancadaria e menos falatório.
Já a equalização de som do Kreator estava muito boa, fechando com muito brilhantismo a noite e a turnê com o Exodus. A banda, apesar da falta do baterista Ventor, se mostrou muito bem entrosada e agradou.
A parte ridícula da noite ficou por conta do Via Funchal. Ao comprar uma garrafa de água de meio litro por R$4,00, você não podia levar a tampinha da garrafa. Segundo um fulano do bar, a organização da casa não permitia nem que você levasse o líquido na garrafa, eles só estavam liberando assim porque estava muito corrido (ainda estavamos na antepenúltima música do Exodus e nem filas haviam no bar). Quando pedi a porra da tampinha, alegando que ela estava inclusa no preço absurdo, o fulano fez pouco caso e cara de merda. A verdade é que, com uma garrafa de meio litro de água, ou você bebe tudo ou joga o que sobrar fora. Você só não terá como guardar um pouco pra depois e será obrigado a comprar outra. Bela estratégia, Via Funchal. Continuem assim e vocês conseguirão se tornar os maiores pau-no-cu entre as casas de shows.
Lu Dacal
nov 3rd, 2009
showzaço, msm sem people of the lie e sem o Ventor, saímos felizes, um halloween assim tinha q ser todo ano.
bela resenha chefe.
Luis Milanese
nov 3rd, 2009
Foi praticamente um encontro do Planetwide.