Devil Driver – Pray for Villains (2009)
Posted on 21. out, 2009 by Rafael Kuvasney in Resenhas

Devil Driver - Pray For Villains
Para os que não conhecem, ai vai um breve introdução do DevilDriver: surgiram do fim do Coal Chamber (uma das bandas mais legais do movimento New Metal, mas que não conseguiu vingar), quando o então vocalista Dez Fafara resolveu dar um pé na bunda de todo mundo e saiu todo revoltado. Surgiram numa época bem esquisita da música (onde o New Metal caiu na mesmice, deu no saco e as bandas do estilo começaram a entrar em colapso), num momento onde o próprio Dez não sabia o que queria. Lançaram então o álbum de estréia, em 2003, DevilDriver. Não vou aqui descrever o álbum, o que posso dizer é que era bem diferente do que os fãs de Coal Chamber estavam acostumados, mas ao mesmo tempo, meio forçado demais. A banda se auto-entitulava a renascença do verdadeiro metal e isso pegou mal. Começaram com o rei na barriga e, obviamente, todo mundo reclamou.
Depois disso lançaram o The Fury of Our Maker’s Hand, um álbum bem pesado também. Aliás, um álbum muito pesado. Mas que não trazia muita coisa, além disso. Um álbum regular.
A partir de 2007 é que as coisas começaram a melhorar. Lançaram o The Last Kind Words, um álbum que até a Encyclopaedia Metallum considerou como Metal. Eu mesmo, um mala-sem-alça chato pra cacete gostei. Aliás, deixe eu me explicar: o que eu não gosto nessas bandas atuais de Metalcore, Groove e coisas do tipo é que elas são muito genéricas. Não arriscam, não mudam. E foi exatamente isso que o DevilDriver fez no seu último álbum, o Pray for Villains. Aliás, a melhora na qualidade musical deles já veio no álbum anterior, mas esse ficou diferente. Neste a banda arriscou, mudou. Está mais madura. É algo que falta no cenário atual. Bandas que nunca tiveram um rótulo definido deveriam tentar arriscar. Pode dar certo.
Basicamente, Pray for Villains é um álbum de Metal, meio Groove, meio Metalcore, beliscando o Thrash e com uma pegada moderna. Riffs bem limpos e um vocal gritado (como é de costume do Dez). O que o diferencia talvez seja mesmo o fato de as músicas estarem mais limpas, com um peso equilibrado e audível. Como disse antes, eu gostei e recomendo. Aliás, ouçam a faixa I’ve Been Sober. Eu não sei porque, mas ela é engraçada. Parece que ele tá cantando e fugindo de alguem. Meio comendo as palavras, é muito boa. Já na música Resurrection BLVD, o riff principal parece a música que tocava no jogo Top Gear de SNES.
E, pra quem se acostumou ao Dez Fafara da época do Coal Chamber, veja a diferença! (percebe-se que mudar não é problema pro cara).

Nossa Avaliação
- Kuvas:
- Chuta Bundas
- Eu realmente me impressionei com a qualidade desse álbum. Tenho que admitir, a banda acertou em cheio.