We are Motörhead and we play Rock and Roll
Posted on 18. abr, 2011 by Rafael Kuvasney in Resenhas, Shows
Simples e objetivo. Esse é o Motörhead. Num Via Funchal cheio de gente que se dispôs a gastar uma bela grana por um bem maior, a recompensa foi a altura. É louvável ver o que aqueles 3 “tiozões” fazem pelo Rock and Roll.
Em alto e bom som (Good and loud como diz o maior hino da banda), cumpriram com o esperado. O Motörhead é uma banda que não inova, não muda e nunca desagrada. Lemmy Killmister, Mikkey Dee e Phil Campbell estão juntos há tanto tempo (a formação está aí desde 1992) que dá pra considerar essa como uma formação bem interessante, o que trás ao espetáculo um algo mais. Extremamente carismáticos (carisma não quer dizer frescura, ok? São diretos e retos ao se dirigirem ao público, sem bajulações) tocaram o show com uma perícia de poucos. O tempo de estrada faz muito bem a eles.
Com um setlist equilibrado, sem precisar provar nada pra ninguem nem se prender a uma única época, podendo apresentar hits de todas as fases da banda, agradaram à Gregos e Troianos, o que não é difícil para uma banda que errou muito pouco ao longo da carreira de quase 40 anos. Outro fato a favor é que a banda tem vindo regularmente ao Brasil, logo, não precisam ficar se preocupando em fazer um show com um setlist de 1986.
Abriram o show com Iron Fist, mostrando para o que vieram. A banda que influenciou todas as outras bandas. Ao lado do Kiss, são os maiores nomes do Rock and Roll pôrraloca mundial (tem os Stones, mas eles são mais para o Rock and Roll de terno e gravata). Emendaram Stay Clean e tudo ficou claro e limpo: teríamos muito barulho. Daí pra diante, uma mistura de fases, mas um excelente setlist, apesar da curta duração.
- Iron Fist
- Stay Clean
- Get Back In Line
- Metropolis
- Over the Top
- One Night Stand
- Rock Out
- Guitar Solo
- The Thousand Names of God
- I Got Mine
- I Know How to Die
- The Chase Is Better Than the Catch
- In the Name of Tragedy (solo de bateria)
- Just ‘Cos You Got the Power
- Going to Brazil
- Killed by Death
- Ace of Spades
- Overkill
(setlist retirado de setlist.fm)
Se fosse dar uma nota para a banda, daria 10. Não tem como ser menos que isso. Fazer isso que fizeram, pra eles é fácil. A parte chata fica na conta do tamanho da “pista vip”. É um problema, mas, se tem quem se dispõe a pagar, não há muito a fazer. Só acho um desrespeito sem tamanho colocarem um bando de almofadinhas lá. Muita gente que ganha o ingresso, não precisou gastar centoequarenta paus pra entrar e assistiu ao show de um local bem privilegiado. “Vip” deveria assistir do mesanino. Lá é o local para almofadinhas lambe-saco. A pista é o que há de mais Rock and Roll e até isso estão limitando. Pra você que foi ao show de pista vip: aquilo era Motörhead, não Britney Spears. E não venha dar uma de “classe média sofre” me dizendo que foi porque pode pagar. Isso não te faz menos babaca.
Ao Motörhead, só me resta agradecer. A cada vez que Lemmy e Phil Campbell agradecia ao público, eu repetia abobadamente: “Não precisam agradecer, vocês são gente fina”.
Nossa Avaliação
- Kuvas:
- Chuta Bundas
- O Show em si foi sensacional, apesar da curta duração e dos lambe-sacos da pista vip. Thank you Motörhead.

Phill
abr 18th, 2011
Gênio My friend… ninguém faria melhor… MÖTORHEAD banging HEADS since 1975.