Maquinaria Festival: Faith No More faz chover em São Paulo
Posted on 08. nov, 2009 by Rafael Kuvasney in Resenhas, Shows

Sei que o título ficou um tanto quanto clichê, mas foi a impressão que deu. Até o FNM entrar no palco, no máximo que tivemos foi uma garôa bem leve no show do Sepultura. Minutos antes de Gould, Bottum, Puffy, Patton e Hudson subirem ao palco, o céu desabou em São Paulo. Parte da cobertura do palco cedeu, a chuva molhou os instrumentos, o show atrasou. Tudo isso poderia ter estragado o show. Poderia… mas, vamos começar pelo começo.
Este que vos escreve, por inúmeras razões, não conseguiu chegar ao local antes das 17h. Com isso, apenas acompanhei a partir do show do Deftones.
Deftones
Com um show tipicamente Deftones, a banda foi direta e reta. Escolheram muito bem o setlist e fizeram o que sabem fazer: tocaram. Chino Moreno até tentava demonstrar algum carisma, falar com o público, mas ficaram melhores apenas tocando.
Acho que o ponto alto foi a notável melhora nos vocais. Chino deve ter estudado. Embora a voz dele ainda chegue a falhar um pouco, pelo menos ele canta o show inteiro. Foi um show muito bom. Quando Chino desce para cantar junto do público também é muito legal. Esse contato artista/banda é algo mais raro hoje em dia. Infelizmente, a banda não pode contar com o baixista Chi Cheng, o que sempre tira um pouco do brilho.
Jane’s Addiction
Não sou grande fã da banda. Posso ser suspeito. Perry Farrel tem uma ótima presença de palco, interage muito bem com o público e é um front-man incrível. É uma mistura de Ney Matogrosso com Dinho Ouro-Preto. Só a voz que não aguenta o tranco. A idade deve estar pesando. Fizeram um show divertido, caloroso. E ainda colocaram duas gostosas seminuas no palco, o que obviamente torna qualquer show melhor.
O espetáculo a parte fica por conta de Dave Navarro, que deixou as meninas mais do que apenas suadas, com seu físico de dar inveja ao barrigudão aqui. Mas tudo bem, cada um tem o que merece!
Faith No More
Mais suspeito ainda é falar do FNM. Vou tentar ser o menos tendencioso possível.
Antes do show começar, a chuva castigou São Paulo. A estrutura do palco não aguentou a forte ventania e a parte traseira da cobertura se soltou. Com a forte chuva e o vento, os equipamentos começaram a se molhar. Obviamente, isso atrasou bastante o início do show. Mas, para contornar isso, Mike Patton simplesmente subiu ao palco com um guarda-chuva. O show começou! O público não acreditava. Roddy subiu primeiro ao palco e começou a puxar a introdução de Reunited, de Peaches & Herb. Intocável.
A sequência do show foi memorável. Hits em cima de hits. Desde From out of Nowhere até o final com Digging The Grave, foi uma noite linda. O destaque, como sempre, fica para Patton. Ele não é apenas um frontman. Ele é um homem-espetáculo. Ele é um professor de insanidades. Existem aqueles que fazem palhaçadas no palco. Existem também os que cantam muito bem. Existe os que interagem com o público. E existe o Mike Patton. É, ele faz tudo isso. Entrar com um guarda-chuva, falar português o show inteiro, dar um beijo num sujeito do público, pedir para o público próximo a grade da área VIP gritar o novo chavão inventado por ele “Porra, Caralho”, falar “Sacanagem São Paulo” o tempo todo, rolar no palco com o microfone enfiado na boca, fingir de morto, mostrar um distintivo de Investigador de Polícia de São Paulo (que ele e Roddy usavam) e tantas outras insanidades você não vê em qualquer lugar. Mas, sabe o que faz o Faith No More valer o ingresso absurdo? É que a banda não tem apenas o Mike. Puffy destrói as baquetas com tamanha voracidade, que não tem como não invejar. Ao lado de Gould forma uma das, senão a melhor, cozinha do Rock. Entrosamento perfeito, fazem o que fazem por prazer. Bottum é outro showman. Simpático, alegre e intocável, leva com maestria os teclados, além de tomar conta do público junto com Mike. E Hudson faz o que sabe fazer: toca sua guitarra, sem muita frescura.
O que parece é que o FNM não precisa nem tocar. Só precisam subir ao palco. O público cantou em um coro tão entusiasmado as músicas que quase não dava pra ouvir o som do palco. E olha que o som estava impecável! A ansiedade era tanta que que os olhos do público brilhavam. Quem realmente gosta de Faith No More fez a noite valer a pena para a banda. Foi incrível.
Acho que nunca mais os veremos em terras tupiniquins. Fica a satisfação de saber que eles gostaram de estar aqui. Sim, sei que gostaram. Como sei? Ah, não me faça pergntas difícies! Tô muito emocionado pra pensar!
Pelo que me lembro, o setlist foi esse:
- Reunited (cover de Peaches & Herb)
- From out of Nowhere
- Be Aggressive
- Caffeine
- Evidence (em portugês)
- Surprise! You’re Dead!
- Last Cup of Sorrow
- Ricochet
- Easy
- Epic
- Midlife Crisis
- Caralho Voador (com direito a uma adaptação de “Ela é Carioca” para “Ela é Paulista” e ao Billy Gould dizendo “This one is for Palmeiras!“)
- King For a Day
- The Gentle Art of Making Enemies
- Ashes to Ashes
- Just a Man
- Chariots of Fire
- Stripsearch
- We Care a Lot
- Digging The Grave
Faltaram músicas? Claro que faltaram! A banda tem 6 álbuns gravados! Não tinha como não faltar! Mas, se você nunca está satisfeito com nada, me desculpe, num show do FNM nunca faltará nada pra mim.
Nossa Avaliação
- Kuvas:
- Suicide!
- Suicide!
- Suicide!
- Suicide!
- Suicide!
- Por ser um show do Fatih No More, eu dou 5×5 piratas. Mais que isso, só se eu fosse da banda.
- Ao festival, em si, darei apenas 5 piratas. Apesar do local ser longe, ruim de chegar, os preços absurdos, foi tudo muito bom.

Scream
nov 8th, 2009
Eu adoro Deftones, e ao contrario do que o Kuvas disse, o Chino sempre cantou, rs. O show foi foda, mas a galera não absorve Deftones como deveria, ou como alguns, como eu, absorve.
Enfim.
Jane’s Addiction é ruim.
FNM foi bem bacana mesmo. Eu sou paga pau do Mike Patton por eu ser um “mísero zigoto girino pífil” aspirante a vocal, e piro em tamanha variação vocal que esse cara pode fazer. É impressionante. Mais ainda quando se assiste ao show de graça. Rs..
Abraços
Andressa M.
nov 9th, 2009
Porra, im a loser …
Acho q se tivesse ido choraria [Emice mode ON] em ‘Ricochet’ .